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CONCURSO MINHA PAULISTA

MARATONA "HACKATHON PAULISTA"


MENÇÃO HONROSA

FICHA TÉCNICA

Local: São Paulo

Status: Concurso

Data do concurso: dezembro 2015

Equipe: Zoom

O PROJETO

Deveríamos fazer projetos de tal modo que o resultado não se referisse abertamente a uma meta inequívoca, mas que ainda admitisse a interpretação, para assumir sua identidade pelo uso. O que fazemos deve constituir uma oferta, deve ter a capacidade de provocar, sempre reações específicas; assim, não deve ser apenas neutro e flexível – e, portanto, não específico -, mas deve possuir aquela eficácia mais ampla que chamamos de polivalência.”[1]

A Paulista Aberta, além do seu caráter simbólico, representa a ampliação das possibilidades das formas de usar e ocupar a cidade.  O caráter imaterial da intervenção expande essas possibilidades à criatividade e disposição de seus usuários. Segundo Solá-Morales[2] existe dois sentidos para os espaços vagos: vazio, livre, improdutivo e obsoleto ou impreciso, indefinido, vago e sem limites.  O segundo sentido permite a criação de novas situações urbanas, que alheias ao circuito produtivo, afloram a liberdade, a criatividade e a diferença.  Sentar, descansar, tomar sol, brincar são as possibilidades mais objetivas de apropriação desse espaço. Por que não expandir essas possibilidades aflorando a liberdade, a criatividade e a diferença?

O paulistano, que vivia entre muros, hoje aflora e se manifesta mais livremente nos espaços públicos, desfrutando e afrontando os conflitos inerentes ao meio urbano. Porque não propiciar então um uso íntimo, normalmente restrito aos espaços domésticos e privados, para o espaço público?  A Cozinha Coletiva Móvel visa intensificar as relações de troca, gentileza e negociação no espaço público. Composta por peças de mercado e construída a partir de técnicas básicas de marcenaria, a Cozinha Coletiva Móvel é uma plataforma aberta e polivalente que permite a união das pessoas a partir do compartilhamento de uma experiência culinária. A partir de seu engate, pode facilmente ser transportada por bicicletas. Permite que as pessoas se juntem para cozinhar, compartilhar alimentos, troquem receitas e experiências, além de atividades educativas e ações humanitárias.

Artigas dizia que o arquiteto deve projetar casas como cidades e cidades como casas. Essa afirmação levantava o tema da fronteira urbana entre o público e o privado. A recente intensificação das manifestações de ocupação do espaço público desperta uma nova perspectiva a esta afirmação: as cidades como casas pressupõem o aconchego e a apropriação dos espaços livres. A Cozinha Coletiva Móvel questiona os limites entre o espaço íntimo e o coletivo e está ligada ao desejo de reinvenção e dinamização dos nossos espaços urbanos. Afinal, a cidade deve propiciar o encontro, a troca e a coexistência.

Ter uma vida significa recriá-la sem parar. (...) Em vez de ficar passivo diante de um mundo que não o satisfaz, ele vai criar outro, onde poderá ser livre. Para poder criar a sua vida, precisa criar esse mundo. E essa criação, como a outra, é parte de uma mesma sucessão ininterrupta de recriações.”[3]

 

[1] HERTZBERGER, H. Lições de Arquitetura, Martins Fontes, São Paulo, 1999

[2] SOLÀ-MORALES, I. Territorios, Gustavo Gili Editora, Barcelona, 2002.

[3] Constant, “New Babylon”. In Carreri, F., Walkscapes. O Caminhar como prática estética. 1. ed. São Paulo: Editora G.Gili, 2013